Semana Teológica

A Semana Teológica faz parte do calendário acadêmico anual da Faculdade Batista do Cariri e visa ser um fórum para divulgação das pesquisas de professores e alunos. O evento também conta com a presença de conferencistas convidados e promove a realização de Simpósios Temáticos e Mesas Redondas. É também durante a Semana Teológica que ocorrem as defesas dos Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos da faculdade.

O Seminário Batista do Cariri não disponibilizará refeições ou acomodações para os inscritos na VII Semana Teológica. A inscrição dá direito às palestras e minicursos (estes com vagas limitadas).

Hotéis sugeridos:

  • Pasargada Parque Hotel - Av. José Horácio Pequeno, 1600, Crato - CE (como chegar)
  • Hotel Encosta da Serra - Av. Dr. Pedro Felicio Cavalcanti, 1898, Crato - CE (como chegar)
  • Hotel Verdes Vales - Av. Plácido Aderaldo Castelo, S/N, Juazeiro do Norte - CE (como chegar)
  • Hotel Villa Real - R. Bárbara de Alencar, 694, Crato - CE (como chegar)
  • Iu-á Hotel - Rua Arnóbio Barcelar Caneca, 800, Lagoa Seca, Juazeiro do Norte-CE (como chegar)
  • Hotel Brisa da Serra - Rodovia Ce - 292 Km 202, Crato-CE (como chegar)

VII Semana Teológica

Teologia e a Nova Crítica Textual

Horário

Horário/Dia Segunda Terça Quarta Quinta Sexta
8:00-9:45 --- Minicursos
9:45-10:15 --- Intervalo
10:15-12:30 --- Simpósio Temático
TARDE LIVRE
19:00-20:15 Palestras: Pr. Carlos A. Bezerra
20:15-20:30 Intervalo
20:30-21:30 Palestras: Pr. Carlos A. Bezerra

Minicursos

1. CRITICISMO: NOS BASTIDORES DA FILOSOFIA
Me. Carlos Alberto Bezerra

Por que você confia nas Escrituras? Talvez a resposta mais ouvida seja: "Os cânones da Crítica Textual confirmam os textos". Mas se de repente você descobrisse que a Crítica Textual não é uma ciência tão neutra assim? Que como toda área de pesquisa ela também foi construída sobre pressupostos filosóficos e políticos? Que tal conhecer melhor estes bastidores da Crítica? Para isto nos propomos a mergulhar no pensamento e influência de homens como Baruque Espinoza. Filosofia para entender o Criticismo?! Esta é a proposta. Sua percepção sobre este campo de pesquisa nunca mais será o mesmo! Venha e confira.

2. APARATO CRÍTICO DO NOVO TESTAMENTO
Me. Marcos Paulo

Durante 1500 anos o NT foi copiado à mão em papiro e pergaminho. Uns 5.500 mss. são hoje conhecidos e estão espalhados em museus e bibliotecas universitários do mundo. Se todos os manuscritos concordassem perfeitamente, dispensaríamos a disciplina da crítica textual. A Bíblia é plena e verbalmente inspirada em sua composição original. O intuito da crítica textual do NT é procurar dar a maior segurança possível ao leitor quanto à fidedignidade da fonte grega de todas as versões modernas. Assim, a crítica textual do NT, quando devidamente aplicada, está a serviço da fé, com o objetivo de descobrir, tanto quanto possível, seus fundamentos racionais e verdadeiros.

Nesse curso, aprenderemos sobre os estudiosos que contribuíram com a pesquisa e as edições do texto grego bíblico. Serão apresentados os principais métodos na análise dos mais comuns erros textuais encontrados nos manuscritos e serão apresentados algumas das dificuldades encontradas nesses manuscritos. Os participantes serão envolvidos em atividades adaptadas ao falante de português que simulam o exercício dessa importante disciplina acadêmica e cristã.

Público-alvo: estudantes de teologia e áreas afins, líderes eclesiásticos, demais estudantes e pessoas interessadas em textos antigos.

Observação: não é necessário o conhecimento básico de língua grega.

3. CRITICANDO AS CRÍTICAS: LIDANDO COM AS DIVERSAS ABORDAGENS
Me. José Marques & Me. Francisco Dário

O método histórico-crítico (MHC) nasceu há cerca de 250 anos. Seu objetivo consiste em promover a compreensão das narrativas biblicas, tanto do Antigo quando do Novo Testamento sob uma perspectiva científica. Tal interesse é evidentemente constítuido a partir de certas premissas metodológicas oriundas de diversas disciplinas auxiliares. Talvez o mais influente dos pressupostos do MHC seja o antisobrenaturalismo, ou seja, a orientação prévia de que as passagens das Escrituras que contenham registros de eventos sobrenaturais devem ser interpretadas a partir da noção de que esse mundo é um sistema fechado, imune a interferência/ação divina. Embora tenha enfrentado alguns dilemas e crises oriundas de importantes objeções (cf. Nicodemos 2012), o MHC permanece sendo utilizado (cf. Raztinger 2007) e também defendido (cf. Fitzmyer 2011). Ademais, algumas ferramentas de estudo e obras da tradição ortodoxa prostestante poderiam ser entendidas como derivadas de adaptações do MHC. O minicurso procura então apresentar inicialmente uma investigação crítica sobre o desenvolvimento do MHC, em seguida, examinar algumas objeções (cf. Nicodemos 2010), e por fim, abordar criticamente alguns exemplos recentes do uso do MHC (cf Nicodemos 2010; Andrade 2014). Trata-se, portanto, de um esforço que procura fornecer ainda que de modo panorâmico uma introdução crítica ao MHC. O estudante então poderá ser capaz de situar-se no debate sobre o MHC, compreender seus argumentos e se posicionar criticamente diante de suas abordagens.