O grotesco grito da arte como anseio pelo transcendente

uma análise teológica da obra "O Grito" de Edvard Munch

  • Romeu Sátiro Feitosa da Costa Faculdade Batista do Cariri
  • Carlos Alberto Bezerra

Resumo

O registro histórico do grotesco projetado ao longo dos séculos nas mais variadas plataformas mostra a estreita relação deste elemento com a realidade tanto do amante comum da arte quanto daquele que a produz. Sublimar e contemplar aquilo que é desordenado, pútrido, fétido, horrendo, obscuro, em suma, feio, tem sido uma condição familiar aos homens de todos os tempos. O presente artigo vislumbra desenvolver um raciocínio que contempla o grotesco artístico em tríplice diálogo com a historiografia da arte, a filosofia da arte, e com a teologia; esforço este que será coroado com uma apreciação teológica da pintura “O Grito”, obra do pintor expressionista, Edvard Munch. O objetivo primal que perpassa todo este escrito é revelar a dimensão espiritual por trás do grotesco, este componente considerado tão instigante e controverso no âmbito estético.

Publicado
2020-03-14