Do megafone ao otimismo: O sofrimento humano na perspectiva de Viktor E. Frankl e C. S. Lewis

  • Ercácio Nunes Faculdade Batista do Cariri

Resumo

O presente artigo buscou compreender de que maneira o pensamento de Viktor E. Frankl e C.S. Lewis podem dialogar no que se refere à temática do sofrimento. À vista disso, analisou-se algumas obras de ambos os autores, os quais representam de um lado, a perspectiva de uma linha teórica da psicologia e do outro, uma abordagem teológica, respectivamente. Para Frankl, o sofrimento não se configura como um mal necessário, porém considerando sua realidade, é um dos grandes geradores da perda de sentido. Na visão de C.S. Lewis, Deus não só está por trás do sofrimento, como ele mesmo é a resolução para o mesmo. Deus seria aquele que ampara e consola os sofredores, pois é o único que pode satisfazer o vazio existencial que há em nós . Mesmo que Viktor Frankl abra margem para essa crença, ele parte de um viés humanista, no qual é necessária a busca individual do ser humano para encontrar fora dele algo ou alguém que lhe confira um sentido, o qual pode ou não ser o próprio Deus. O termo suprassentido foi usado por ele para se referir a Deus ou a qualquer outro postulado metafísico, para o qual o homem pode voltar-se na busca por um sentido para sua vida e, consequentemente como meio de enfrentar seu sofrimento. Dessa maneira, embora Frankl faça questão de diferenciar sua psicoterapia de religião, ele abre margens para uma concepção sobrenatural de Deus na resolução do sofrimento, o qual, consequentemente, não inviabilizaria a crença teísta.

Publicado
2019-10-30